A versatilidade do jogador transforma a disputa na equipe tricolor.

A disputa por uma das posições mais estratégicas do time do Esporte Clube Bahia ganhou um novo capítulo em 2026. O meio-campista Erick, conhecido pela versatilidade e chegada ao ataque, passou a ser utilizado como primeiro volante e elevou o nível de concorrência em um setor que já conta com nomes consolidados como Caio Alexandre e Nicolás Acevedo.

Tradicionalmente mais avançado, Erick tem surpreendido ao atuar em uma função mais recuada. Mesmo com essa mudança, o jogador mantém uma característica que chama atenção: a capacidade ofensiva. Na atual temporada, ele já soma quatro gols e duas assistências, números expressivos para alguém que vem sendo testado como peça de contenção no meio-campo.

A utilização do atleta como primeiro volante está diretamente ligada ao contexto do elenco. A saída de Rezende, sem reposição imediata, fez com que o técnico Rogério Ceni buscasse alternativas dentro do próprio grupo. Nesse cenário, Erick apareceu como uma solução viável, e eficiente.

Além disso, desfalques recentes contribuíram para essa adaptação. Em determinados jogos, o Bahia precisou improvisar peças, como Acevedo atuando na lateral-direita, o que abriu espaço para Erick assumir o papel de proteção à defesa.

Com a nova configuração, o Bahia passa a contar com três jogadores capazes de atuar como primeiro volante, cada um com características bem distintas:
– Caio Alexandre: perfil mais organizador, com qualidade no passe e controle de ritmo;
– Acevedo: jogador de marcação forte, experiência e intensidade defensiva;
– Erick: opção mais dinâmica, com força física e chegada ao ataque.

Essa diversidade oferece ao treinador diferentes possibilidades táticas, permitindo ajustes conforme o adversário ou o momento do jogo.

Apesar da disputa direta por posição, o cenário também abre espaço para variações com mais de um desses atletas em campo. Em algumas formações, Ceni pode optar por combinações que equilibrem marcação e construção, explorando o melhor de cada perfil.

A polivalência, aliás, virou um trunfo importante no elenco tricolor. Acevedo, por exemplo, já foi utilizado em mais de uma função, enquanto Erick demonstra capacidade de adaptação sem perder rendimento.

Se antes o Bahia buscava soluções para o setor, agora o cenário é outro: há opções, e de qualidade. A ascensão de Erick como primeiro volante não apenas aumenta a competitividade interna, mas também eleva o nível técnico do time.

Para Rogério Ceni, é aquele tipo de problema que todo treinador quer ter. Para o elenco… é basicamente sobrevivência do mais completo.

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